FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA

 

IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

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EMBASAMENTO LEGAL DA FLORESTA NACIONAL DE SÃO FRANCISCO DE PAULA

Portaria Nº 561, de 25 de outubro de 1968

Decreto Nº 1.298, de 27 de outubro DE 1994

Lei Nº 9.985, de 18 de julho de 2000

Decreto Nº 4.340, de 22 de agosto de 2002

 

A FLONA de São "Chico"

        A Floresta Nacional de São Francisco de Paula (FLONA - SFP; 29o25’22,4’’S; 50o23’11,2’’W), administrada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), constitui-se numa Unidade de Conservação de Uso Sustentável, caracterizando-se como uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas. O objetivo deste tipo de Unidade de Conservação (UC) é compatibilizar a conservação da natureza com o uso múltiplo sustentável dos seus recursos naturais e estimular a pesquisa científica (Lei 9.985/00). A FLONA de São Francisco de Paula localiza-se no município de mesmo nome (no nordeste do Rio Grande do Sul), caracterizado pelos Campos de Cima da Serra (Estepe) e pelas matas com araucária (Floresta Ombrófila Mista ou Mata Atlântica (lato sensu)). A região é uma das mais úmidas do estado, com pluviosidade superior a 2.000mm e com temperatura média anual de aproximadamente 14,5oC (veja gráfico). A FLONA-SFP tem uma área de 1.606 ha, com altitudes superiores a 900 metros, apresentando uma variação altitudinal de 300 metros. Esta Unidade é parte da área abrangida pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica como Área Núcleo, sendo considerada uma região de “alta” a “altíssima prioridade” para a conservação pelo Workshop de Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica (MMA, 2001).  Ela está estrategicamente inserida no Corredor Ecológico do Rio dos Sinos, entre os Corredores Ecológicos dos rios Caí e Tainhas (Patrimônio Natural da Região das Hortênsias, Projeto Hortênsia, METROPLAN e CPRM, 1995). O conjunto de várias UCs estabelecidas ou em processo de implantação (áreas públicas: Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, Reserva Biológica da Serra Geral, Estação Ecológica de Aratinga, Florestas Nacionais de SFP e de Canela, Parque Estadual do Caracol, Área de Proteção Ambiental  de Tainhas, entre outras; áreas particulares: CPCN Pró-Mata, Parque das Cachoeiras, Rancho Mira-Serra, entre outros) abrangidas em um raio de 60 km, forma um grande e importantíssimo “arco” e corredor de biodiversidade ao longo das escarpas do planalto.

        Na FLONA-SFP são encontrados reflorestamentos de Araucaria angustifolia (347 ha), Pinus taeda e P. elliottii (222 ha), Eucalyptus (34 ha) e outras essências com fins comerciais , totalizando uma cobertura de pouco mais de 600 ha. Contudo, a floresta nativa ocupa mais de 900 ha. Também ocorrem pequenos trechos de campo nativo e banhado (veja o aspecto geral). Este mosaico de ambientes naturais e construídos, juntamente com o gradiente altitudinal, resulta em uma considerável riqueza de espécies. Entre os elementos faunísticos, destaca-se a grande riqueza da avifauna, composta por mais de 210 espécies, residentes ou migratórias, e a presença de mamíferos ameaçados de extinção, como o leão-baio (Puma concolor) e o bugio-ruivo (Alouatta guariba). Mais de 20% das espécies terrestres da fauna ameaçada de extinção do Estado (Dec. 41.672/02 já foram registradas na FLONA-SFP ou em seu entorno próximo, bem como espécies de árvores e arbustos ameaçadas. Com respeito a sua vegetação nativa, apesar desta sofrer grande influência da floresta atlântica, ela apresenta espécies de origem andina e antártica como, por exemplo, a casca d’anta (Drimys winteri) e a própria araucária (Araucaria angustifolia).

Diversas são as atividades desenvolvidas na FLONA-SFP. A exploração dos recursos florestais, em especial madeira, sendo também exploradas a semente da araucária (pinhão) e a samambaia-preta, buscando sempre a sustentabilidade da exploração. A FLONA-SFP também recebe, e disponibiliza alojamento em alguns casos, dois mil visitantes/ano. Entre estes, alunos de escolas da região ou da grande Porto Alegre, alunos de graduação e pós-graduação de universidades do Estado, pesquisadores e visitantes. Sempre que possível uma palestra de apresentação da unidade é oferecida ao grupo visitante. Duas trilhas ecológicas são disponibilizadas aos visitantes, sempre que possível com o acompanhamento de um responsável.

São instrumentos de gestão desta unidade o Plano de Manejo, que encontra-se em revisão, e o Conselho Consultivo. Veja aqui as entidades representadas no conselho, seu regimento e a reunião comemorativa dos 60 anos da Flona em agosto de 2005.

 

HISTÓRICO

        A área da atual FLONA - SFP era ocupada na época da chegada dos europeus por grupos indígenas do tronco Gê (os Kaaguá, possivelmente um subgrupo dos atuais xonkleng de Santa Catarina). Ainda hoje, peças confeccionadas por estes habitantes são encontradas no interior da Unidade. Posteriormente fez parte de uma sesmaria, que tinha na pecuária sua principal atividade. Contudo, a parte sul do que hoje é a unidade foi colonizada por portugueses, alemães e italianos que desenvolviam uma agricultura de subsistência. O segundo caminho mais antigo de ligação entre Rio Grande do Sul e o resto do Brasil, o chamado Caminho das Tropas ou Estrada Geral, utilizado por índios, bandeirantes e tropeiros, passava muito próximo do atual limite noroeste da unidade. Em 1945 foi criada a Estação Florestal de Morrinhos, atualmente Floresta Nacional de São Francisco de Paula.

    Sendo assim, a primeira unidade Unidade de Conservação no estado do Rio Grande do Sul.

 

PROJETOS EM ANDAMENTO

        No momento, pesquisadores de sete universidades, UNISINOS, UFRGS, PUCRS, UFSM, UNESP, UNILASALLE e UNICAMP, desenvolvem atividades de pesquisa na unidade.

 

Veja as pesquisas realizadas na FLONA - SFP

Algumas sugestões de estudo para a FLONA - SFP

 

 

UTILIDADES

Horário de atendimento: segunda a sexta, 8-12h/13-17h.

Visitação

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Fotos da FLONA - SFP

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Links

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CONTATO:

FLONA de São Francisco de Paula,

São Francisco de Paula, RS,

Caixa Postal 79, CEP 95400-000.

Fone: (54) 244-1347

 

LINHA VERDE 0800-61-8080

linhaverde@ibama.gov.br

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